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Jesus, o bom pastor da caminhada

Inspire-se com uma edificante reflexão de Edméia Williams, especialmente escrita em ocasião do Encontro Sepal 2020

Por Edméia Williams

A sós com Deus, certa madrugada, entre tantos textos, procurava algo para saciar o desejo de me aconchegar aos pés do meu Pai Eterno. Foi quando surgiu no meu coração um versículo de Apocalipse 13, onde o Espírito nos adverte, pela boca do apóstolo João, que a besta que emerge do mar agitado das nações será adorada; e, no versículo 8, que adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

Há muitos anos sei esse versículo de memória, porém o meu coração tremeu ao saber que, quando Deus fundou o mundo, Ele já tinha um Cordeiro. Essa verdade me ensina que Deus já tinha um Cordeiro antes de ter o homem. A conclusão é óbvia: Deus é, antes de tudo, Pastor. Tremi ao pensar na grandiosidade do chamado pastoral.

“Deus já tinha um Cordeiro antes de ter o homem. A conclusão é óbvia: Deus é, antes de tudo, Pastor.”

Tantas vezes menosprezamos essa vocação. Sem subvalorizarmos os outros ministérios, o Senhor Jesus nunca recebeu o titulo de apóstolo (embora tenha sido), ou de evangelista; ele nunca se intitulou profeta; foi chamado mestre, porém se disse: Pastor! “Eu sou o bom Pastor” (Jo 10.11) 

Na visão de Jesus, o pastor é aquele que entra pela porta e chama as suas ovelhas, que o seguem porque reconhecem a sua voz. A caminhada é no deserto, mas a provisão é certa, porque Ele é o bom Pastor que até dá a própria vida para que seu rebanho não desfaleça. 

A maior dificuldade no deserto é seguramente a água. Tenho experiência porque já morei no deserto por três anos. É por isso que Jesus envia a provisão da água, que no caso é o Espírito Santo. Na caminhada de Israel pelo deserto havia uma rocha que, quando ferida, produzia água. Assim, quando a “rocha Jesus” foi ferida lá na cruz, Ele proveu para nós o Espírito que sacia a nossa sede durante a caminhada, a aridez da jornada nesse deserto que se chama mundo, na avassaladora queda de uma pós-modernidade satânica, que é a atualidade.

Jesus não esqueceu o seu rebanho. Afinal, Ele o comprou com o preço do seu próprio sangue. O seu desejo é que olhemos para Ele, e seguremos firmes na confissão da nossa fé, enquanto os poderes materiais se deslocam e ao mesmo tempo se destroem, de modo tão visível. 

Jesus é o bom Pastor, único que pode exibir esse título, pois só Ele deu a vida por seu rebanho, mas ressuscitou e está conosco todos os dias na caminhada. 

Podemos confiar e caminhar seguros na promessa do Deus que em todas as suas promessas tem o “sim” e o “Amém”. É Ele que diz: “voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14.3). • 

Saiba mais!

Edméia Williams será palestrante no Encontro Sepal 2020. Graduada do Instituto Haggai em Cingapura, 1990, nasceu em Santarém, interior do Pará. É tradutora de Inglês para a Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa e presidente do Ministério Atos 29. Fundou e preside o projeto social “A Casa de Maria e Marta”, que há 14 anos dá assistência a crianças carentes no morro Dona Marta, Botafogo, RJ.

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